Semente Originária e Krim Orutu: vínculos entre o Rio Doce e Conselheiro Lafaiete
A atuação de Kupan Puri aproxima a comunidade do Médio Rio Doce das experiências indígenas em Lafaiete, onde o Semente Originária desenvolve seu trabalho há dois anos.






A ligação entre a Comunidade Indígena Puri Krim Orutu e o coletivo Semente Originária passa pelas relações entre pessoas que vivem em diferentes lugares de Minas Gerais. Entre elas está Kupan Puri, que atua como uma pessoa ponte entre a comunidade do Médio Rio Doce e a cidade de Conselheiro Lafaiete.
Morador de Lafaiete, Kupan participa da construção do Semente Originária, coletivo que atua desde 2024 na região. Sua ligação com a Krim Orutu aproxima esse trabalho das memórias, dos saberes e das questões vividas pela comunidade Puri.
Essa aproximação tem um sentido particular para indígenas que vivem nas cidades. Os vínculos com uma comunidade permitem compartilhar experiências, aprofundar o conhecimento sobre a própria história e encontrar interlocutores para questões de identidade e pertencimento. Ao mesmo tempo, a convivência urbana traz outras experiências e desafios para essa troca.
O Semente Originária reúne indígenas de diferentes povos e trajetórias. Nesse espaço, a relação com a Krim Orutu é uma das conexões que ajudam a construir o trabalho coletivo, respeitando as histórias de seus integrantes e a autonomia da comunidade.
A atuação de Kupan nessa ligação envolve aproximar os dois contextos e manter aberto o diálogo entre eles. Em Lafaiete, esse trabalho contribui para dar visibilidade à presença Puri e à continuidade de suas relações comunitárias em Minas Gerais.
Entre o Médio Rio Doce e o Alto Paraopeba, a ligação entre a Krim Orutu e o Semente Originária se constrói por meio dessas pessoas e de seus vínculos. É também por essas relações que a memória circula, os encontros acontecem e a presença indígena encontra espaço na vida das cidades.
